segunda-feira, 11 de junho de 2012

Historia do Rio que chora.


de idas é vindas nesse Rio, de remada após remadas rumo a fartura de peixes,
sustento e alegria para minha aldeia.
Brota dessas águas o meu amanhã ,
nasce nesse rio o futuro do meu Kurumim.
Mais a morte do meu Rio está decretada pelo branco,
será cortado ao meio, atravessado como uma caça ,
Sim … o meu sustento , o meu irmão pelas manhãs , amigo pelas tardes será ferido mortalmente…
De um lado ficara cheio trazendo alagação para dentro do meu verde do outro secará como minha esperança de velo livre , solto e eternamente soberano.
As lagrimas que escorrem em meu rosto são as palavras de meus ancestrais ,
que viveram aonde hoje vivo ,
Lagrimas de lamento de ver que eu morrerei por causa do branco .
Já não tenho mais minha caça pois estão transformando todo meu verde em cinzas ao redor de meu parque…
E o que me resta agora querem acabar , destruir e construir sua tal de hidrelétrica guiada por tal progresso que traz essa praga para dentro de ti : Xingu !
Os Povos da Floresta chora tua morte.
Pois não poderá abraçar seus kurumins pelas manhas e nem saciar seus guerreiros, será impedido de sustenta seus filhos.
Pois construirão cegos pela ganância sua hidrelétrica e destruirão pela imcopentência meu rio.
Anderson vieira
Poeta Amazonense
*Obrigado pela oportunidade , estou muito grato... queria só um pedido ver se pedi para alguém filmar quando tiver recitando minha , nossa , d floresta , do rio e acima de tudo a Poesia do Xingu !

 (Anderson Vieira).

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