de
idas é vindas nesse Rio, de remada após remadas rumo a fartura de peixes,
sustento
e alegria para minha aldeia.
Brota
dessas águas o meu amanhã ,
nasce
nesse rio o futuro do meu Kurumim.
Mais
a morte do meu Rio está decretada pelo branco,
será
cortado ao meio, atravessado como uma caça ,
Sim
… o meu sustento , o meu irmão pelas manhãs , amigo pelas tardes será ferido
mortalmente…
De
um lado ficara cheio trazendo alagação para dentro do meu verde do outro secará
como minha esperança de velo livre , solto e eternamente soberano.
As
lagrimas que escorrem em meu rosto são as palavras de meus ancestrais ,
que
viveram aonde hoje vivo ,
Lagrimas
de lamento de ver que eu morrerei por causa do branco .
Já
não tenho mais minha caça pois estão transformando todo meu verde em cinzas ao
redor de meu parque…
E
o que me resta agora querem acabar , destruir e construir sua tal de
hidrelétrica guiada por tal progresso que traz essa praga para dentro de ti :
Xingu !
Os
Povos da Floresta chora tua morte.
Pois
não poderá abraçar seus kurumins pelas manhas e nem saciar seus guerreiros,
será impedido de sustenta seus filhos.
Pois
construirão cegos pela ganância sua hidrelétrica e destruirão pela
imcopentência meu rio.
Anderson
vieira
Poeta
Amazonense
*Obrigado
pela oportunidade , estou muito grato... queria só um pedido ver se pedi para
alguém filmar quando tiver recitando minha , nossa , d floresta , do rio e
acima de tudo a Poesia do Xingu !

lindo, mas triste.
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